Posts com a Tag ‘Suécia’

#40 A Rainha do Castelo de Ar

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

#28 Liberdade de expressão

terça-feira, 29 de setembro de 2009

São notícias como essa que me fazem ficar cada vez mais atenta a esse mundinho em que vivemos:

Google terá que revelar identidade de blogueiro que insultou modelo

Depois dizem que eu sou paranoica… não duvido nada de que os governos e as empresas têm muito mais informações sobre nós do que pensamos. E com uma “justificativa razoável”, podem conseguir ainda mais. Por isso quero permanecer com o mínimo registro possível.

E por isso uns colegas suecos abriram o Baywords, um blog host virtualmente incensurável. Além de estar submetido às leis da Suécia, ele pede o mínimo possível de informações sobre os usuários.

Gosto de bisbilhotar, não de ser bisbilhotada.

#24 De olho na Wax – em busca das provas antecipadas

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Consegui detectar e interceptar um lote de provas antecipadas de um dossiê sobre mim que foi chamado de “A Rainha do Castelo de Ar”. Até aí tudo tranquilo, o sistema de segurança da companhia que o produziu era um lixo. Mas de Estocolmo eu não poderia fazer muita coisa, e acabei ativando a Republic, que me indicou a Wax, uma aspirante.

Eu já a conhecia de outros episódios, e sempre a achei meio destrambelhada, mas dada a urgência das circunstâncias, não tinha muito como escolher. O que eu podia fazer era orientá-la direito e confiar – apesar de a confiança nos outros não ser o traço mais forte da minha personalidade.

Bem, na verdade havia algo mais que eu podia fazer… Monitorar cada passo da Wax desde o momento em que ela começou a montar o quebra-cabeça em código que eu deixei pra ela até a hora em que ela efetivamente entregou as provas antecipadas para alguns colaboradores estratégicos do círculo externo da Hacker Republic… pessoas que pudessem saber o que aconteceu e de alguma forma me vingar, caso algo acontecesse comigo. O Super-Blomkvist era o único que sabia a lista completa dos receptores do dossiê.

Com a ajuda de poucos outros parceiros e após invadir uma meia dúzia de câmeras de prédios, sistemas de trânsito e afins, foi fácil ficar de olho na Wax. E apesar de meio destrambelhada, ela até que se saiu bem desta vez.

# 17 Rede de contatos: Praga (Suécia)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Praga tem uns 27 anos, um metro e oitenta e nove e pesa cento e cinquenta e dois quilos. Eu, com um metro e cinqüenta e quatro e quarenta e dois quilos, sempre me sinto uma anã ao lado dele. Seu apartamento está sempre na penumbra, só se vê a frouxa claridade de uma única lâmpada acesa no quarto que ele usa como escritório. Cheira a mofo. Acho que é porque ele nunca toma banho e fede como um macaco que o chamam de Praga. Se um dia ele resolver sair à rua, eu digo onde comprar
sabão.

Mesmo assim, de certa maneira ele foi um bom professor. E é um dos poucos que sabem de verdade quem é Wasp.

# 15 Dossiê Blomkvist, parte 5: tolo, mas honesto

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Em 1966, a família se mudou para Estocolmo. Moravam em Lilla Essingen. Blomkvist cursou a escola primária e secundária em Bromma, depois fez o colegial em Kungsholmen. Suas notas de final de curso foram excelentes. Quando estava no colégio, fazia música, tocava baixo num grupo de rock, os Bootstrap, que teve até um compacto tocado no rádio, no verão de 1979.


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Kiruna, no extremo norte, é onde Mikael Blomkvist fez seu serviço militar

Depois do colégio, trabalhou como vigia no metrô, juntou dinheiro para viajar ao exterior. Esteve fora um ano, passeando principalmente pela Ásia. Começou jornalismo em Estocolmo quando tinha vinte e um anos, mas interrompeu o curso para prestar o serviço militar no regimento de caçadores, em Kiruna. Saiu com notas 10-9-9, o que é um bom resultado. Depois do serviço militar, formou-se jornalista e começou a trabalhar.

Ele é sobretudo o tipo primeiro da classe. Insiste em se apresentar como um sólido guardião da moral no mundo das empresas, e seguidamente é convidado a ir à televisão para comentar diversos casos.

Pode-se dizer que é honesto. É seu “capital de confiança”.

Para mim, não passa de mais um ingênuo, um desses homens bonzinhos e bobinhos que acham que todo mundo sempre tem um lado bacana.

#5 Leitura diária: Aftonbladet

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

capa

Um dos jornais mais conhecidos da Suécia é o Aftonbladet. Não que eu acredite no que está escrito lá – tenho meus próprios meios de descobrir as informações que me interessam de verdade.

Mas o moço da Bellmansgattan é bem informado e o melhor é eu saber exatamente o que ele pensa.