Consegui detectar e interceptar um lote de provas antecipadas de um dossiê sobre mim que foi chamado de “A Rainha do Castelo de Ar”. Até aà tudo tranquilo, o sistema de segurança da companhia que o produziu era um lixo. Mas de Estocolmo eu não poderia fazer muita coisa, e acabei ativando a Republic, que me indicou a Wax, uma aspirante.
Eu já a conhecia de outros episódios, e sempre a achei meio destrambelhada, mas dada a urgência das circunstâncias, não tinha muito como escolher. O que eu podia fazer era orientá-la direito e confiar – apesar de a confiança nos outros não ser o traço mais forte da minha personalidade.
Bem, na verdade havia algo mais que eu podia fazer… Monitorar cada passo da Wax desde o momento em que ela começou a montar o quebra-cabeça em código que eu deixei pra ela até a hora em que ela efetivamente entregou as provas antecipadas para alguns colaboradores estratégicos do cÃrculo externo da Hacker Republic… pessoas que pudessem saber o que aconteceu e de alguma forma me vingar, caso algo acontecesse comigo. O Super-Blomkvist era o único que sabia a lista completa dos receptores do dossiê.
Com a ajuda de poucos outros parceiros e após invadir uma meia dúzia de câmeras de prédios, sistemas de trânsito e afins, foi fácil ficar de olho na Wax. E apesar de meio destrambelhada, ela até que se saiu bem desta vez.







