Cara Lisbeth,
Escrevo esta carta e deixo-a bem à vista na área de trabalho do meu notebook sabendo que mais cedo ou mais tarde você vai lê-la no meu disco rÃgido. Lembro de como você já invadiu um computador e imagino que também tenha aproveitado a oportunidade para clonar o meu.
Infelizmente, você querendo ou não, os últimos acontecimentos tornaram a nos aproximar. A polÃcia afirma que você matou a sangue-frio três pessoas. Não tenho como questionar a brutalidade desses assassinatos. O problema é que não acho que tenha sido você. Em todo caso, espero que não. Se, como a polÃcia afirma, você for uma assassina psicopata, isso quer dizer que me enganei redondamente a seu respeito, ou então que você mudou incrivelmente no último ano. E se não for você a assassina, isso significa que a polÃcia está caçando o suspeito errado.
Neste ponto, eu deveria te aconselhar a desistir e se entregar para a polÃcia. Desconfio, porém, que estaria falando com as paredes. O fato é que a sua situação é insustentável e, mais cedo ou mais tarde, você será detida. E quando for detida vai precisar de um amigo. Se não quiser contar comigo, eu tenho uma irmã. O nome dela é Annika Giannini, ela é advogada. Falei com ela e ela está disposta a te representar se você entrar em contato com ela. Pode confiar totalmente nela.
Na Millennium, começamos nossa própria investigação sobre os assassinatos. No momento, estou montando uma lista das pessoas que teriam bons motivos. Não sei se estou na pista certa, mas vou passar em revista, uma por uma, as pessoas dessa lista.
Me ajude, please.
Mikael.
P. S. Você deveria tirar outra foto para a sua carteira de identidade. Essa não lhe faz justiça.