Por isso deixei com ele um volume de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” e uma camiseta Millennium, com a missão especÃfica de entregá-los a um novo colaborador da nossa Hacker Republic.
Estou cansado. É frustrante esperar por uma mensagem sua e obter apenas respostas enigmáticas e horas de espera. Acho que vou receber uma carta, uma resposta, uma explicação, e não consigo nada, ou no máximo algumas poucas palavras.
Você entra no meu computador. Hostile takeover, certo? Todos os arquivos são criados como se fossem por mim mesmo. Melhor que um e-mail, sem um IP, nenhuma pista que possa ser rastreada – embora eu tenha certeza de que você jamais seria rastreada pela rede. Então por que não abre o jogo?
Tenho certeza de que você está por perto. Sinto mesmo como se você estivesse me olhando pela tela do meu laptop. Que diacho de menina complicada você está me saindo! E pare de me gozar com esse apelido de Super-Blomkvist. Você sabe que eu detesto.
Com isso feito, entro no endereço de um servidor FTP na Holanda e vejo um menu. Clico no Ãcone “copyâ€, digito o nome do computador – por exemplo, Armanskij/MiltSec, o computador do meu chefe na Milton Security– e em Entrar. O computador imediatamente começa a copiar o disco rÃgido no servidor holandês. Este novo processo leva mais ou menos meia hora.
Preciso mandar pra Wax algumas dicas sobre segurança. Tenho medo de que ela faça outra de suas patetadas e ponha tudo a perder, deixando brechas em sua máquina durante nossa operação.
Eu já a conhecia de outros episódios, e sempre a achei meio destrambelhada, mas dada a urgência das circunstâncias, não tinha muito como escolher. O que eu podia fazer era orientá-la direito e confiar – apesar de a confiança nos outros não ser o traço mais forte da minha personalidade.